Os imigrantes alemães em Carlos Barbosa

Os colonos alemães foram os que primeiro se estabeleceram no território barbosense. Ocuparam a região hoje compreendida como Paraguaçu. Conheça mais desta etnia #emcasaconhecendoBarbosa.

Segundo Migot (2008, pág. 17), a Colônia Santa Maria da Soledade foi criada em 1855 e, no território barbosense, compreendia o atual distrito de Santa Luíza e parte do Primeiro Distrito, a partir de Santa Clara e Torino até Paraguaçu. O mesmo autor, na pág. 46, sustenta que “é seguro afirmar que, em 1855/1856, entraram colonos alemães em Paraguaçu, dentro dos limites do atual Município de Carlos Barbosa“.

A localidade de Paraguaçu era sede da Colônia de Santa Maria de Soledade. Entenda um pouco mais sobre esta colônia:

“A Colônia Santa Maria da Soledade abrangia uma área de terra de 17.424 hectares e foi dividida em quatro Distritos: Montravel e Coelho ao norte; Barcellos e Silveiro ao sul.

Montravel e Coelho pertencem, integralmente, ao território de Carlos Barbosa. O Distrito de Montravel, com o passar do tempo, foi sendo chamado, também, de Distrito de Santa Clara, Linha Santa Clara e Setenta e Duas Colônias. Compreende Santa Clara, Torino, São José, Morro Macaco, parte de Santa Luíza e de São Luís, Santo Antônio de Santa Clara Baixa e Torino Baixo. O Distrito de Coelho, algumas vezes denominado, também, Linha Forromeco superior, abrange parte de Santa Luíza e de São Luís, Santo Antônio do Forromeco, Paraguaçu, Zona Dalcin, São José do Forromeco e Linha Somacal.

Paraguaçu, inicialmente conhecido como Santa Maria (da Soledade), e Santo Antônio do Forromeco foram as primeiras localidades do Município de Carlos Barbosa a receber colonos, porque a via de acesso era o Rio Caí” (pág. 84).

A Colônia de Santa Maria da Soledade foi emancipada a 18 de janeiro de 1877, passando a fazer parte do 3º Distrito de Montenegro, com sede em Harmonia” (pág.87).

Assim, temos que Paraguaçu foi um centro comercial de grande importância no passado, (p. 213), e também sediou o cartório de registros civis.

Hoje, guarda algumas marcas herdadas da colonização alemã, como o estilo das casas, comprovando assim a história desta etnia em território barbosense.

Veja algumas imagens:

Fonte de pesquisas:

MIGOT, Aldo Francisco. Carlos Barbosa: presente, primórdios e pioneiros. Caxias do Sul: Bellas-Letras, 2008.

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Texto: Paula Caroline Zan Carrard

Fotos: Banco de Imagens da Prefeitura